segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Seixal vai ter o primeiro Pavilhão de Desportos de Inverno

 

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal assinou, no passado sábado dia 26, com a Câmara Municipal do Seixal, o contrato para a cedência do terreno e outras condições, para a construção do Pavilhão de Desportos de Inverno.
 
 
FDI-Portugal
 
 
 
Após negociações com vários Municípios, a FDI-Portugal encontrou no Seixal as condições certas para avançar com a concretização deste projeto, fundamental para o desenvolvimento das modalidades de gelo em Portugal.
 
 
 
 
FDI-Portugal
Depois da construção da Serra da Estrela Ice Arena em 2021, na Covilhã, infraestrutura amplamente utilizada para o desenvolvimento das modalidades de gelo, onde funcionam as academias de patinagem e hóquei no gelo e onde se realizaram nos últimos anos os campeonatos nacionais de patinagem artística no gelo, hóquei no gelo 3x3, bem como torneios de curling e provas de patinagem de velocidade mini short track, o Pavilhão de Desportos de Inverno, que terá uma pista de gelo olímpica e 4 pistas de curling, entre outras valências como loja de desporto, clínica médica e restaurante/bar com esplanada, pretende ser uma infraestrutura desportiva sustentável, adequada ao desenvolvimento das modalidades de gelo, treino de seleções nacionais, com capacidade para receber também estágios e competições internacionais.

domingo, 27 de outubro de 2024

Guilherme Ribeiro e Gabriela Dinis vencem em Supertubos

Guilherme Ribeiro e Gabriela Dinis no pódio. (Crédito: Jorge Matreno/ANSurfistas)
Guilherme Ribeiro e Gabriela Dinis conquistaram, este domingo, o triunfo no Bom Petisco Peniche Pro, quinta e última etapa da Liga MEO Surf 2024, a primeira divisão do surf nacional. Com ondas de qualidade na praia de Supertubos, a derradeira jornada em Peniche ficou marcada, igualmente, pela conquista do título nacional masculino por parte de Guilherme Ribeiro, depois de Teresa Bonvalot já ter conquistado o título feminino de forma antecipada, na etapa dos Açores.


Com a ação a retomar bem cedo em Supertubos, a prova masculina foi a primeira a ir para a água e com o título em jogo. Guilherme Ribeiro, que chegou a Peniche na liderança do ranking masculino, venceu o heat inaugural, com um score de 13,00, e assegurou a passagem aos quartos-de-final.

A pressão ficou, assim, do lado de Tomás Fernandes, o outro candidato ao título, que competiu no heat 3. Numa bateria que foi dominada por Afonso Antunes, com um total de 17 pontos, fruto de dois belos tubos, Tomás não se encontrou com o mar e acabou eliminado. Dessa forma, Guilherme Ribeiro sagrou-se automaticamente campeão nacional, fazendo a festa na areia.

Já com o título assegurado, Guilherme Ribeiro continuou a superar rondas na prova, vencendo nos quartos-de-final o júnior Jaime Veselko. Nesta mesma fase, Joaquim Chaves superou Martim Nunes, Afonso Antunes voltou a encontrar saída aos tubos para derrotar João Moreira e, por fim, e Guilherme Fonseca triunfou frente a Francisco Almeida.

As meias-finais colocaram frente a frente o recém-coroado campeão nacional, Guilherme Ribeiro, com o campeão deposto, Joaquim Chaves, com o triunfo a sorrir a Guilherme, que garantiu a quarta final consecutiva em etapas da Liga MEO Surf. Na outra meia-final, Afonso Antunes prolongou o momento positivo e levou de vencido Guilherme Fonseca, com mais um score elevado: 14,50.

Apesar de ter chegado à última etapa arredado das contas pelo título Afonso Antunes, que é o atual vice-líder do ranking europeu, chegou à final com a possibilidade de assaltar o 2.º posto do ranking masculino da Liga MEO Surf. Para tal, Afonso tinha de vencer a final frente ao campeão nacional Guilherme Ribeiro. Contudo, Guilherme entrou mais forte e acabou por segurar a vantagem até final, vencendo a disputa com 12,50 pontos, contra 10,15 de Afonso Antunes.

“É a terceira vez seguida que venço em Peniche”, lembrou o surfista da Caparica, de 22 anos. “Embora não seja uma onda em que passe muito tempo, acabo por ter uma boa conexão com o mar aqui. Nos dois últimos anos foi no Lagido, este ano em Supertubos. Ambas as ondas são em Peniche, mas são muito diferentes, o que significa que a minha capacidade de adaptação está cada vez melhor”, concluiu Guilherme, que venceu a quinta etapa da carreira na Liga MEO Surf.

Na prova feminina as surfistas mais experientes dominaram a ronda 3, com Kika Veselko e Teresa Bonvalot a conseguirem triunfos rumo às meias-finais, sendo acompanhadas por Gabriela Dinis e Teresa Pereira. Nas meias-finais Kika Veselko somou 15 pontos para vencer Teresa Pereira, enquanto a campeã nacional Teresa Bonvalot foi surpreendida por Gabriela Dinis, numa bateria decidida por somente 0,05 pontos.

Na final, Kika Veselko entrou de forma mais ativa, enquanto Gabriela Dinis foi mais paciente. Embora, a vice-campeã nacional tenha estado na liderança durante muito tempo, na reta final da bateria, Gabriela Dinis aplicou a mesma receita que já lhe tinha dado o triunfo na meia-final e operou nova reviravolta, vencendo com 9,40 pontos contra 8,75, rumo à segunda vitória da carreira na Liga MEO Surf.

“Estou super feliz”, começou por afirmar Gabriela Dinis, de 20 anos. “No início do campeonato não tinha grandes expectativas. Como tenho investido muito tempo nos estudos e na faculdade, queria apenas fazer bom surf. Apesar de no futuro querer continuar a investir nos estudos, vou continuar a vir às etapas da Liga MEO Surf e competir no circuito europeu de qualificação. Vamos ver como corre o próximo ano”, frisou a jovem surfista lisboeta.

O dia final do Bom Petisco Peniche Pro ficou marcado ainda por um heat especial entre três jovens promessas do surf angolano, com Júlio Baleia a vencer a concorrência de Baita Júnior e Edilson Beto.

A Liga MEO Surf despede-se, assim, em grande estilo de 2024, prometendo regressar no próximo ano com o melhor surf e os melhores surfistas nacionais.

Bom Petisco Peniche Pro resultados:
Final masculina: Guilherme Ribeiro 12,50 pontos x Afonso Antunes 10,15 pontos
Final feminina: Gabriela Dinis 9,40 pontos x Kika Veselko 8,75 pontos
Best Wave: Afonso Antunes, 9,50 pontos
Bom Petisco Girls Score: Kika Veselko, 15 pontos
Waversby Round: Afonso Antunes, 17 pontos
Go Chill Expression Session: João Mendonça e Camila Cardoso
Waikiki Junior Award: Jaime Veselko
Peniche Best Surfer: Guilherme Fonseca e Ana Mel
Heat especial Angola: Júlio Baleia 12,25 pontos x Baita Júnior 11,35 pontos x Edilson Beto 6,90 pontos

O Bom Petisco Peniche Pro poderá́ ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: facebook do MEO, app do MEO – disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, e em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.

Guilherme Ribeiro e Teresa Bonvalot, campeões nacionais 2024. (Crédito: Jorge Matreno/ANSurfistas)
 
A Liga MEO Surf 2024 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Bom Petisco, Allianz Seguros, Somersby, Go Chill, Corona, Waikiki, Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal de Peniche e o apoio técnico do Península de Peniche Surf Clube e Federação Portuguesa de Surf.

Medalha de ouro para Xavier Lázaro nos FIA Motorsport Games em Valência


Com apenas 11 anos, Xavier Lázaro arrecadou a medalha de ouro nos FIA Motorsport Games na modalidade Karting Sprint Mini. A primeira medalha de ouro conseguida por Portugal nos ‘Jogos Olímpicos’ dos desportos motorizados.


Antes mesmo de partir para Valência onde decorreu a terceira edição dos FIA Motorsport Games, e na apresentação da comitiva portuguesa que decorreu no Comité Olímpico de Portugal, Xavier Lázaro já tinha referido que ia trazer para Portugal a medalha de ouro e que não temia os cerca de 40 adversários oriundos de todo o mundo: “podem vir quem eles quiserem”, foi a frase proferida.

Já em Espanha, essa confiança começou a traduzir-se desde cedo, com ‘Xavi’ a liderar as tabelas classificativas desde o arranque dos jogos. Nada o intimidou, nem mesmo quando na segunda corrida de qualificação foi abalroado pelo principal adversário. Não perdeu o foco e hoje na grande final, largou da terceira posição da grelha e tomou todas as decisões certas no decorrer da prova para chegar ao comando e cruzar a meta num brilhante primeiro lugar.

Um resultado merecido por tudo o que fez ao longo do fim-de-semana e que demonstra as qualidades do jovem piloto e do futuro risonho que tem pela frente: “Estou muito feliz. Sempre disse que ia trazer o ouro para Portugal e vou mesmo! Esta vitória é minha, dos meus pais, mas também da federação que me escolheu para representar Portugal”, começou por dizer.

Agora é tempo de festejos junto dos pais e da restante comitiva portuguesa que vibrou com este resultado: “Vamos todos celebrar e de seguida vou para Portugal porque amanhã tenho escola. Acho que vou levar a medalha para todos verem. Estou muito contente!”, concluiu o destemido e focado Xavier.

Para Ni Amorim, Presidente da FPAK este resultado: “Espelha as qualidades inequívocas do Xavier, que está de parabéns por desde cedo ter definido o seu objectivo e ter lutado por o concretizar. Foi um fim-de-semana duro para ele, com corridas difíceis, mas esteve sempre à altura. O Xavier espelha também o que há de bom no karting em Portugal e aquilo que os nossos pilotos podem fazer além-fronteiras. Estamos todos muito orgulhoso na FPAK por esta conquista, conseguida logo pelo nosso piloto mais jovem”.

O FIA Motorsport Games é um evento de âmbito mundial, multidisciplinar que contou coma maior comitiva portuguesa desde a primeira edição em 2019. Portugal esteve a competir em 12 das 27 modalidades que este ano integraram o programa do evento num total de 85 países participantes.

A corrida final do Xavier pode ser revista em: https://www.youtube.com/watch?v=r-KHF8xD30A

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Manuel Espírito Santos vence European Le Mans Series em Portimão

DR / Make News
A última corrida do European Le Mans Series que teve lugar no Autódromo Internacional do Algarve viu Manuel Espírito Santo levar o Ligier da Cool Racing ao lugar mais alto do pódio entre os LMP3.
 
O jovem piloto português que faz equipa com Miguel Cristovão conseguiu a tão desejada vitória e logo na corrida em casa onde contou com o apoio de familiares e amigos.

Depois de ter conseguido a ‘pole’ ontem, Manuel mantinha a esperança de terminar a época em alta. E volvidas quatro horas de prova, o resultado que lhes tinha escapado nas últimas jornadas acaba por acontecer: “Foi a melhor forma de terminar o ano. Já merecíamos este resultado. Em seis jornadas consegui por três vezes a ‘pole position’ e isso demonstra bem o andamento. No entanto, por uma ou outra razão esse andamento não se traduzia em resultados de destaque, exceção feita a um pódio. Hoje a fechar o pano conseguimos aquilo porque lutámos ao longo do ano. Estou muito feliz por mim, pela equipa e por acabar assim a época”, referiu o piloto de Cascais.

Vitória que tem um sabor especial por ter lugar em Portugal: “Não há sensação melhor do que vencer no nosso país e ter por perto o nosso público, amigos e família. Estou muito feliz por tudo o que fiz nesta corrida, mas também por tudo o que fiz ao longo da época, dei sempre o meu melhor. Acabo o ano com o sentimento de dever cumprido”, concluiu Manuel Espírito Santo.

O jovem piloto português vai agora centrar-se na definição do seu programa desportivo para a época 2025.

domingo, 20 de outubro de 2024

Três Barreirenses fazem história no Beach Wrestling World Series

DR
Desde 2019, Pedro Silva, Luís Barneto e João Vítor Costa vêm representando Portugal ao redor do mundo no circuito mundial de Beach Wrestling, denominado Beach Wrestling World Series. 

Organizado pela United World Wrestling - Federação Internacional, o circuito consiste em cinco etapas que culminam na coroação dos campeões mundiais em diversas categorias.

Pedro Silva, barreirense e presidente da Comissão do Beach Wrestling na federação internacional, desempenhou um papel fundamental na organização de toda a competição. Além dele, Luís Barneto atuou como Scorekeeper, e João Vítor Costa, como Call Room Manager, garantindo o bom funcionamento das etapas em todo o mundo.

Além dos três representantes de Barreiro, a equipa portuguesa contou também com Rui Marta como Delegado da Arbitragem Internacional, João Bacalhau como Speaker, Pedro Alves como Call Room Manager e Paula Rodrigues como Time and Scorekeeper.

A edição de 2024 da Beach Wrestling World Series teve seu encerramento em Poreč, na Croácia, após etapas anteriores em Acapulco (México), Saint Laurent du Var (França), Timișoara (Romênia), e Katerini (Grécia).

Beach Wrestling: Um Desporto de Tradição e Modernidade

O Beach Wrestling World Series leva o desporto para grandes praias e marcos impressionantes, aproximando-o dos espectadores e fãs, além de oferecer aos melhores atletas do mundo a oportunidade de se apresentarem e de promoverem este desporto tradicional em um cenário ao ar livre.

De acordo com a sua Constituição, a United World Wrestling reconheceu o Beach Wrestling como parte integrante da luta livre em todos os seus estilos. Praticado como uma disciplina promocional e educacional, o objetivo é promover valores culturais e sociais, além de preservar este patrimônio mundial, base de todos os estilos modernos de luta livre.
As inúmeras variações da luta tradicional praticada na areia, conhecidas como Beach Wrestling, recebem atenção global através de um sistema unificado de regras que tornam o desporto acessível tanto para os espectadores quanto para os árbitros.


O lançamento do Beach Wrestling World Series em 2019 marcou o início de uma nova era para o desporto, destacando não só o nível técnico elevado, mas também o estilo de vida, a experiência dos fãs e espectadores, além do entretenimento. A primeira etapa do Beach Wrestling no seu início foi em Chaves - Bragança em Portugal. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

“O futuro vai ser muito exigente com o desporto”: Daniel Sá apresenta livro Marketing Desportivo no Porto

DR
O auditório do IPAM Porto foi o cenário, para a apresentação da obra “Marketing Desportivo – Mais do que um jogo”, de Daniel Sá, diretor executivo do IPAM e uma referência no marketing desportivo em Portugal. Com esta, que é a sua terceira obra, o autor pretende identificar as principais tendências e os desafios que se colocam para a gestão do marketing desportivo no futuro.
 
O evento contou com a presença de Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, que também assina um dos prefácios, e de várias personalidades influentes no desporto e na comunicação social, como Carlos Daniel, jornalista da RTP e Pedro Sarmento, ex-professor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
 
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Ao longo da sessão, Daniel Sá destacou a importância crescente do marketing no desenvolvimento e projeção do desporto, sublinhando as mudanças de paradigma na indústria do desporto, que é cada vez mais “uma indústria de entretenimento, onde aqueles que apresentam as propostas mais inovadoras são os que têm a atenção do público”, assim como as inovações tecnológicas que têm vindo a transformar o setor. A obra oferece uma visão completa sobre o impacto do marketing desportivo, desde a sua origem em Portugal até à sua influência global, sendo considerada uma leitura obrigatória para profissionais da área.
 
O lançamento foi um sucesso, refletindo o crescente interesse pelo marketing desportivo no contexto nacional e internacional.
“O objetivo deste livro é ajudar todos aqueles que querem trabalhar nesta indústria a mudá-la com maior velocidade. O futuro vai ser duro com o desporto e aqueles que apresentarem as propostas mais inovadoras serão aqueles que vão seduzir a audiência. O desporto faz parte da enorme indústria do entretenimento e não se enganem: o Cristiano Ronaldo está a competir com a Taylor Swift e o Rato Mickey”, afirma Daniel Sá.
 
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“Falar do Daniel Sá é falar de uma das primeiras pessoas que começou a falar do futebol profissional enquanto indústria. Sou presidente da Liga desde 2015 e percebi, desde logo, a importância de fazermos o ‘turn over’ daquilo que era a lógica com que encarávamos o futebol, o futebol associativo, para verdadeiramente passarmos a falar do futebol indústria. O Daniel Sá aponta neste livro pistas sobre onde vamos estar daqui a 10 anos e como vamos continuar a consumir o futebol da forma como o fazemos hoje”, comentou Pedro Proença, que revelou ter lido o livro em apenas um dia.
 
Além de Pedro Proença, o livro conta ainda com os prefácios de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e William Sutton, professor na Universidade da South Florida. Já o posfácio ficou a cargo de Carlos Sá, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM).
 
O livro, editado pela PACTOR, inclui ainda artigos e testemunhos de vários especialistas de renome, reforçando a sua relevância no panorama atual do desporto e da comunicação.
O autor, Daniel Sá, é uma personalidade reconhecida e respeitada pela indústria do desporto em Portugal, académicos, clubes, federações, associações, patrocinadores e meios de comunicação social. Como investigador, liderou mais de 40 projetos na área do marketing desportivo. Apresentou várias comunicações em congressos nacionais e internacionais e foi coautor de dois livros sobre marketing desportivo. Atualmente, é diretor executivo e coordenador principal do IPAM Porto.
 
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O livro é dirigido a todos os que estudam, trabalham ou ambicionam fazer parte da indústria do Marketing e do Desporto, mas também a todos os que são apaixonados por desporto. Está à venda nas principais livrarias nacionais e no website do grupo LIDEL, em www.lidel.pt

Esta apresentação, contou com o apoio do IPAM e insere-se nas atividades que a instituição está a promover para assinalar os seus 40 anos.
 
CONTEÚDOS ABORDADOS NO LIVRO
 "MARKETING DESPORTIVO - MAIS DO QUE UM JOGO"
 
Origens e fundamentos do marketing desportivo
O fã, o show e o sponsor como elementos da evolução do marketing desportivo
O futuro do marketing desportivo com inteligência artificial, metaverso e robôs
Dez pistas para os próximos dez anos

domingo, 12 de maio de 2024

Sébastien Ogier (Toyota) vence Vodafone Rally de Portugal e faz história

Vodafone Rally de Portugal
Uma das mais curtas diferenças registadas entre os dois primeiros – escassos 7,9 segundos –muito público, emoção e sexta vitória do francês Sébastien Ogier (Toyota) no Vodafone Rally de Portugal. 
Uma edição de 2024 que faz história por duas razões: o francês tornou-se no mais bem-sucedido piloto da prova, o mesmo acontecendo com a Toyota entre as marcas. 
Dois recordes quebrados que perduravam há mais de três décadas! Armindo Araújo foi, pela 13ª vez, o melhor dos pilotos nacionais. Encontro marcado para 2025 e 2026, confirmada que está a continuação da prova portuguesa no Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC).
Vodafone Rally de Portugal
Mesmo após oito títulos, 60 vitórias e 101 pódios, Sébastien Ogier ainda consegue surpreender no WRC. Este domingo, com Vincent Landais como navegador, o francês fez muito mais do que juntar mais uma vitória ao seu impressionante registo… Aos 40 anos, entrou para a eternidade e tornou-se no piloto mais bem-sucedido da história do Vodafone Rally de Portugal, superando o recorde de Markku Alén, que durava desde 1987. Um total de seis vitórias (nas edições de 2010, 2011, 2013, 2014, 2017 e 2024) e com quatro marcas diferentes: Citroën, Volkswagen, Ford e, agora, Toyota.

Já a Toyota, somou o nono triunfo – os último cinco consecutivos – destronando a Lancia como a marca com mais sucessos da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Numa das edições mais emocionantes de sempre, como confirmam os 7,9 segundos de diferença entre os dois primeiros (depois de 337,04 quilómetros cronometrados), mas igualmente os cinco pilotos que passaram pela liderança e os seis diferentes vencedores de classificativas, Sébastien Ogier foi mesmo a figura maior desta que foi a quinta prova do ano pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).
Vodafone Rally de Portugal

Foi no sábado, na etapa disputada no Norte do país, que o francês assumiu a liderança do Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Toyota sofreu a forte oposição de Ott Tänak – 18,1 segundos foi a diferença mais expressiva entre os dois – mas durante o dia de sábado e de domingo foi gerindo, de forma perfeita, esses escassos segundos de vantagem. "Mais uma vez, nada contra estar empatado com Markku Alén – ele é uma lenda. Mas, agora, finalmente aconteceu. Foi um ótimo fim-de-semana, mas não fantástico para toda a equipa”, sublinhou Sébastien Ogier.
Já Ott Tänak, com a melhor exibição da época, tudo fez para reeditar a vitória de 2019 no Vodafone Rally de Portugal. 
O piloto da Hyundai foi o mais rápido em cinco classificativas, mas quedou-se a escassos 7,9 segundos do líder. "Definitivamente, foi um fim-de-semana exigente. Tentámos o nosso melhor, mas quando vais ao ataque, mas não te sentes totalmente confortável no carro, isso reflete-se no resultado", afirmou o estónio.

Com o terceiro lugar, o líder do WRC e vencedor da edição 2018 da prova portuguesa, Thierry Neuville, somou preciosos pontos para o campeonato e até aumentou a vantagem para os mais diretos adversários, na sequência da vitória na Wolff Power Stage. " Sabíamos que não ia ser um fim-de-semana fácil, mas tivemos um rali isento de problemas. Eu ataquei o máximo que pude. Obrigado à equipa por ter-nos proporcionado com um carro fiável."

Adrien Formaux foi o quarto classificado, com o piloto da Ford a confirmar-se como uma das boas surpresas da época. “Estou muito feliz. O ritmo foi bom e o carro esteve perfeito. Obrigado à equipa". Menos sorte para o colega de equipa, Grégoire Munster, que abandonou esta manhã após despiste.

Apesar de ter sido o mais rápido em duas classificativas da etapa inaugural, Dani Sordo (Hyundai) não conseguiu melhor do que a quinta posição, precedendo Elfyn Evans (Toyota) na classificação, com o piloto do País de Gales a ter um rali marcado por diversos imponderáveis.

Depois dos abandonos por acidente na véspera, Kalle Rovanperä, e o colega de equipa, Takamoto Katsuta, regressaram, hoje, em modo “Rally2” com o objetivo de conquistarem pontos na Power Stage. O jovem finlandês somou três pontos e, no final, fez questão de pedir desculpas à equipa pelo acidente da véspera. O japonês, por sua vez, contabilizou mais um ponto para as contas do campeonato.

Emoção até final nos Rally2
Mas se a luta pela vitória à geral foi animada, que dizer entre os Rally2, com os quatro primeiros classificados a terminarem o rali separados por uns incríveis 7,7 segundos? Uma luta épica, com Nikolay Gryazin (Citroën) a conquistar a segunda vitória consecutiva da temporada, com 4,5 segundos de vantagem para Jan Solans (Toyota), também o primeiro dos WRC2, e 7,7s para Josh McErlean (Skoda),

Vodafone Rally de Portugal
Armindo Araújo primeiro entre os portugueses
Entre os pilotos nacionais, Armindo Araújo (Skoda) foi – pela 13ª vez, as últimas seis consecutivas! – o melhor entre os portugueses, sendo o 17º da geral e o 11º classificado entre os Rally2.
Os campeões nacionais em título, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai), com uma etapa inaugural marcada por problemas, foram segundos entre os portugueses, seguidos de Hélder Pereira/Hugo Miranda (Peugeot), os primeiros entre os duas rodas motrizes.

Outros vencedores
Entre os Rally3, vitória do paraguaio Diego Dominguez (Ford), enquanto nos Rally4 (duas rodas motrizes), foi o italiano Matteo Fontana (Peugeot) quem levou a melhor.
Vodafone Rally de Portugal

Vodafone Rally de Portugal 2024 – Classificação final:
1.º Sébastien Ogier (FRA) / Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1, 3h41m32,3s
2.º Ott Tänak (EST) / Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1, a 7,9s
3.º Thierry Neuville (BEL) / Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1, a 1m09,8s
4.º Adrien Fourmaux (FRA) / Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1, a 1m47,8s
5.º Dani Sordo (ESP) / Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1, a 2m48,9s
6.º Elfyn Evans (GBR) / Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1, a 6m36,0s
7.º Nikolay Gryazin (BUL) / Kostantin Aleksandrov (RUS) Citroën C3 Rally2, a 11m48,4s
8.º Jan Solans (ESP) / Rodrigo Sanjuan (ESP) Toyota GR Yaris Rally2, a 11m52,9s (1.º WRC2)
(...)
17.º Armindo Araújo (POR) / Luís Ramalho (POR) Skoda Fabia Rally2, a 23m13,1s (1.º português)

Líderes

SS1-2 Thierry Neuville
SS3-5 Takamoto Katsuta
SS6-10 Kalle Rovanperä
SS11 Sébastien Ogier
SS12 Ott Tänak
SS13-22 Sébastien Ogier

Vencedores de classificativas

SS1 Thierry Neuville
SS2 Thierry Neuville
SS3 Dani Sordo
SS4 Dani Sordo
SS5 Thierry Neuville
SS6 Sébastien Ogier
SS7 Dani Sordo
SS8 Kalle Rovanperä
SS9 Sébastien Ogier
SS10 Kalle Rovanperä
SS11 Sébastien Ogier
SS12 Ott Tänak
SS13 Sébastien Ogier
SS14 Ott Tänak
SS15 Ott Tänak
SS16 Sébastian Ogier
SS17 Sébastian Ogier
SS18 Adrien Formaux
SS19 Sébastien Ogier
SS20 Ott Tänak
SS21 Ott Tänak
SS22 Thierry Neuville

WRC - Pilotos


1.º T. Neuville (Hyundai), 110 pontos
2.º E. Evans (Toyota), 86
3.º O. Tänak (Hyundai), 79
4.º A. Fourmaux (M-Sport Ford), 71
5.º S. Ogier (Toyota), 70


WRC - Equipas


1.º Hyundai Shell Mobis, 219 pontos
2.º Toyota Gazoo Racing, 215
3.º M-Sport Ford, 116

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Vodafone Rally de Portugal ao rubro: 5,4 segundos separam os quatro primeiros classificados

Muito público, três diferentes líderes, cinco pilotos a vencerem classificativas e os quatro primeiros a terminarem a etapa separados por escassos 5,4 segundos. Que fantástico dia de sexta-feira do Vodafone Rally de Portugal. No Centro do país, os finlandeses Kalle Rovanperä e Jonne Haltunen foram os mais rápidos, com a dupla da Toyota a terminar a etapa com um segundo de vantagem para Sébastien Ogier.

José Pedro Fontes liderou entre os pilotos nacionais, mas nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) somou a quarta vitória da época, em outras tantas provas. Amanhã (sábado), as XX equipas em prova rumam a Norte para a disputa da penúltima etapa.

No dia em que foi assinado o contrato para a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis de 2025 e de 2026, os muitos milhares de espetadores que se deslocaram às classificativas de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil assistiram a um espetáculo extraordinário que promete continuar nos próximos dias. Se os quatro primeiros terminaram a etapa separados por 5,4 segundos, os sete primeiros couberam em 31,8 segundos e, desta vez, nem a tradicional dureza dos troços da região Centro fez vítimas entre as equipas de Rally1. Ou seja, é grande a expetativa para a etapa de amanhã.

Hoje (sexta-feira), a dupla finlandesa, Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen só venceu uma das oito classificativas do dia e terminou a etapa com um escasso segundo de vantagem para o colega de equipa e oito vezes campeão do mundo, Sébastien Ogier. "Foi uma grande batalha durante todo o dia. Ainda assim, acho que não estamos onde devíamos estar. Andámos apenas a sobreviver e terminámos com os pneus traseiros em muito mau estado. Amanhã, será um dia diferente, mas admito que é divertido estarmos a liderar", afirmou o vencedor das duas últimas edições do Vodafone Rally de Portugal.

O japonês Takamoto Katsuta foi um dos heróis do dia: foi o mais rápido em três classificativas e completou o trio da Toyota, a apenas 4,7 segundos da liderança.
Ott Tänak terminou no quarto lugar e como o primeiro dos três Hyundai I20 N Rally1s, a escassos sete décimos de segundo de Katsuta. O colega de equipa, Dani Sordo, na primeira prova da época no WRC, venceu três classificativas, fechando o quinteto da frente.

O líder do WRC, Thierry Neuville (Hyundai), teve a ingrata missão de abrir a estrada, mas manteve intactas as aspirações à vitória, ao perder apenas 18,1 segundos para o líder.

Nas posições imediatas terminaram Adrien Fourmaux (Ford), com o atual terceiro classificado do WRC a arriscar em levar apenas um pneu suplente para a seção matinal, e Elfyn Evans, o grande azarado da etapa. Para além de uma ingrata posição de partida, o copiloto Scott Martin esqueceu-se do seu caderno de notas no final da primeira seção, pelo que, até ao final do dia, foi forçado a ler as notas a partir de uma cópia digital, num telemóvel. Um furo no pneu dianteiro direito agravou a frustração do vencedor da edição 2021 do Vodafone Rally de Portugal, que cedeu 1m43,2s para o líder. “Nada nos está a correr bem. É assim que as coisas são por vezes. Ele (Scott) safou-se muito bem. Mas, da próxima vez, seria melhor se ele se lembrasse do livro!", desabafou o britânico.

O WRC2 transformou-se numa luta a dois entre Oliver Solberg e Yohan Rossel. Apesar de algumas falhas de motor a baixas rotações, Solberg terminou o dia com 7,3 segundos de vantagem sobre o francês. Depois do abandono de Pierre-Louis Loubet, em Góis 2, o britânico Gus Greensmith terminou no terceiro lugar, a 13,3 segundos do líder.

Kris Meeke (Hyundai) voltou a vencer no CPR

A etapa de hoje do Vodafone Rally de Portugal contou para o Campeonato Portugal de Ralis (CPR). Kris Meeke, somou o quarto sucesso em igual número de provas do calendário. A sua superioridade só terminou na segunda seção, quando a proteção de carter do Hyundai obrigou o piloto norte-irlandês a rodar com grandes cuidados. Mesmo assim, terminou o dia com 1m24,3s de vantagem para, José Pedro Fontes, o segundo classificado. O piloto da Citroën protagonizou um interessante duelo com Armindo Araújo (Skoda), como confirmam os 9,3 segundos com que terminaram separados. Pedro Almeida (Ford) e Paulo Neto (Skoda) fecharam o grupo dos cinco primeiros.
Entre os principais protagonistas do CPR, destaque para o facto de Kris Meeke e de Armindo Araújo irem continuar em prova, apesar das próximas etapas não permitirem somar pontos para o campeonato.
Equipas rumam ao Norte
Amanhã, os concorrentes rumam a Norte, para disputarem duas passagens pelas classificativas de Felgueiras, Montim, Amarante, Paredes e Felgueiras e, a encerrar o dia, a sempre espetacular super-especial de Lousada. Ao todo, são nove especiais que perfazem um total de 145,02 cronometrados.

Classificação Vodafone Rally de Portugal - Após PE9

1 Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID 1:25:00.4
2 Sébastien Ogier/Vincent Landais Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID + 1.0
3 Takamoto Katsuta/Aaron Johnston Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID + 4.7
4 Ott Tänak/Martin Järveoja Hyundai i20 N Rally1 HYBRID + 5.4
5 Daniel Sordo/Candido Carrera Hyundai i20 N Rally1 HYBRID + 17.9
6 Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe Hyundai i20 N Rally1 HYBRID + 18.1
7 Adrien Fourmaux/Alexandre Coria Ford Puma Rally1 HYBRID + 31.8
8 Elfyn Evans/Scott Martin Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID + 1:43.2
9 Grégoire Munster/Louis Louka Ford Puma Rally1 HYBRID + 2:27.3
(WRC2)
10 Oliver Solberg/Elliott Edmondson Skoda Fabia RS + 3:42.1
(Melhor português)
21José Pedro Fontes/Inês Ponte Citroën C3 + 7:48.3


Programa
Sábado, 11 de maio de 2024
07h00 Partida de Matosinhos (Exponor)
08h05 SS10 Felgueiras 1 (8,81 km)
09h05 SS11 Montim 1 (8,69 km)
10h05 SS12 Amarante 1 (37,24 km)
11h35 SS13 Paredes 1 (16,09 km)
12h26 Chegada ao reagrupamento e zona de assistência a Matosinhos (Exponor)
13h30 Partida de Matosinhos (Exponor)
14h35 SS14 Felgueiras 2 (8,81 km)
15h35 SS15 Montim 2 (8,69 km)
16h35 SS16 Amarante 2 (37,24 km)
18h05 SS17 Paredes 2 (16,09 km)
19h05 SS18 Lousada (3,36 km)
20h05 Chegada à zona de assistência a Matosinhos (Exponor)

Líderes do Vodafone Rally de Portugal
SS1-2 Thierry Neuville
SS3-5 Takamoto Katsuta
SS6-9 Kalle Rovanperä

Vencedores de classificativas
SS1 Thierry Neuville
SS2 Thierry Neuville
SS3 Dani Sordo
SS4 Dani Sordo
SS5 Thierry Neuville
SS6 Sébastien Ogier
SS7 Dani Sordo
SS8 Kalle Rovanperä
SS9 Sébastien Ogier

Vodafone Rally de Portugal confirmado no WRC até 2026

A prova portuguesa do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) vai continuar no calendário, pelo menos, até 2026, após a assinatura de um novo contrato entre o Automóvel Club de Portugal (ACP) e o promotor do Mundial.

Vodafone Rally de Portugal 

O ACP e o WRC Promoter confirmaram, esta sexta-feira, a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis em 2025 e 2026. Carlos Barbosa, presidente do ACP, e Jona Siebel, diretor-geral do WRC Promoter, formalizaram o contrato na Exponor, no âmbito da 57.ª edição da prova.

“É um grande orgulho assinarmos o contrato para 2025 e 2026", afirmou Carlos Barbosa. "É o reconhecimento de toda a qualidade organizativa do Rally de Portugal. Convém não esquecer que há 1.200 pessoas envolvidas na organização do rali, mais 600 agentes de segurança. É uma operação enorme e temos, consecutivamente, um dos melhores do rali do mundo. É importante agora termos um contrato a dois anos, até porque as Câmaras são parceiros importantíssimos do evento e agora podem prever os seus orçamentos para o rali, pelo menos até 2026”, destacou o presidente do ACP.

Jona Siebel, por outro lado, elogiou bastante a prova portuguesa, uma das mais emblemáticas do calendário: "Estivemos aqui na comemoração dos 50 anos do WRC, em 2022, e foi um sucesso. Este ano, tivemos aqui o fórum Beyond Rally e voltou a ser um sucesso. A vertente desportiva é sempre de alto nível e, além disso, temos uma grande abertura para estes eventos paralelos. Isso é muito importante para o desporto. E basta ver que temos um milhão de pessoas ao longo dos quatro dias do rali. É incrível. Estamos muito contentes com este acordo”, afirmou o responsável do WRC Promoter.

Disputado pela primeira vez em 1967, o Rally de Portugal fez parte do grupo de eventos fundadores do Campeonato do Mundo de Ralis, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário, ao lado de outros eventos emblemáticos como Monte Carlo. Portugal tornou-se um dos ralis mais populares do calendário, considerado oficialmente o melhor rali do mundo por cinco vezes. Um hiato, entre 2002 e 2006, foi quebrado, com a primeira edição ‘mundialista’ no Algarve, em 2007. A prova do ACP mantém-se, ininterruptamente, no WRC, desde 2009.

O Vodafone Rally de Portugal é o mais importante evento desportivo realizado, anualmente, em Portugal, com quase um milhão de espetadores, um impacto recorde de 164,7 milhões de euros na Economia nacional e uma forte componente de responsabilidade ambiental, reconhecida pela FIA com a atribuição consecutiva, desde 2017, da certificação ambiental máxima da federação internacional.

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Thierry Neuville (Hyundai) é o primeiro líder do Vodafone Rally de Portugal

Vodafone Rally de Portugal
O belga Thierry Neuville é o primeiro líder da 57.ª edição do Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Hyundai foi o mais rápido nos 2,94 quilómetros da Super-Especial da Figueira da Foz, com seis décimos de vantagem para Sébastien Ogier (Toyota). 





Vodafone Rally de Portugal
Os melhores portugueses foram Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda). Um dia marcado pelo primeiro ‘banho’ de multidão, igualmente em Baltar (palco do Shakedown) e, em Coimbra, onde milhares de aficionados saudaram as estrelas do WRC na cerimónia de partida. 

Amanhã, as equipas têm pela frente duas passagens pelos troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro.

“É um fim de semana difícil que temos pela frente. Está mais calor do que o esperado e a escolha dos pneus vai ser crucial, ainda para mais amanhã (sexta-feira), um dia sempre desafiante, em Portugal", confessou Thierry Neuville, instantes depois de estabelecer o melhor tempo na Super-Especial da Figueira da Foz, a classificativa de abertura do Vodafone Rally de Portugal.

O piloto da Hyundai, navegado por Martijn Wydaeghe, foi seis décimos de segundo mais rápido que o francês Sébastian Ogier (Toyota) nos 2,94 quilómetros da classificativa disputada ao início da noite desta quinta-feira, com o oceano Atlântico como pano de fundo e uma temperatura de verão. Um troço em que as equipas procuraram proporcionar espetáculo para o muito público, mas evitando o desgaste prematuro dos pneus para a dura etapa de amanhã.

Vodafone Rally de Portugal
O estónio Ott Tänak seguiu-se a Thierry Neuville e a Sébastien Ogier, com o piloto da Hyundai a destacar a "importância de entrar no ritmo. Amanhã, vamos tentar forçar o mais possível e vamos ver como as coisas correm". Nas posições imediatas terminaram Takamoto Katsuta (Toyota), Kalle Rovanperä (Toyota), Adrien Fourmaux (Ford), Dani Sordo (Hyundai), Elfyn Evans (Toyota) e Yohan Rossel (Citroën), o primeiro entre os WRC2.

Entre as equipas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) foi o mais rápido no traçado da Figueira da Foz e o 11º da geral – 3º entre os WRC2. Armindo Araújo (Skoda) ficou a escassos sete décimos de segundo e como o melhor piloto português. "É fantástico. O público é muito e entusiasta. Estamos sempre a esforçar-nos ao máximo para dar um bom espetáculo para as pessoas. É uma honra para mim começar esta festa e estar neste evento."
A etapa de amanhã

Oito classificativas, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro, são o desafio para a etapa de amanhã (sexta-feira). No Centro de Portugal, as equipas vão percorrer, por duas vezes, os troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil. Especiais tradicionalmente muito duras e que, não raras vezes, fazem as primeiras vítimas.

Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS1:
Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1 2m24,2s
Sebastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1 a 0,6s
Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1 a 2,0s
Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) Toyota GR Yaris Rally1 a 2,0s
Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) Toyota GR Yaris Rally1 a 2,4s
Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1 a 3,1s
Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1 a 4,1s
Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1 a 4,3s
Yohan Rossel (FRA)/Arnaud Dunand (FRA) Citroën C3 (WRC2) a 4,7s
Pierre-Louis Loubet (FRA)/Loris Pascaud Skoda Fabia RS (WRC2) a 5,2s
…Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS) (Melhor Português) a 6,5s

CPR | Vodafone Rally de Portugal - Meeke primeiro líder na Figueira da Foz

Zoom Motorsport/FPAK
Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) tornou-se, ao início da noite desta sexta-feira, no primeiro líder da prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) no Vodafone Rally de Portugal, ao conquistar o melhor tempo na super-especial desenhada no centro da Figueira da Foz. O atual líder do CPR bateu, nos 2.94 km do traçado, Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) por uma margem de 0.7 segundos. Neste início do quarto rali da temporada, repete-se o panorama dos anteriores, com Araújo a revelar-se, para já, o mais direto opositor de Meeke.

Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), atual campeão em título, foi o terceiro mais rápido na classificativa de abertura, já a uma diferença maior do seu colega de equipa e José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) cedeu mais de 6 segundos, com Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) a fechar o “top 5”.

Esta sexta-feira será o dia das grandes decisões desta quarta prova da época, com um total de 9 classificativas (126,90 km), sendo de prever, com o tempo seco que se faz sentir e a passagem dos concorrentes do WRC, muita pedra solta a endurecer o estado dos pisos.

Evitar os furos será, pois, crucial para a conquista de um bom resultado no final do dia, depois de uma longa jornada, que termina com a segunda passagem por Mortágua, a Power Stage para os pilotos do CPR.

Classificação após PEC 1

Absoluto (oficiosa)

1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2), 2m30,0s

2º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 0.7

3º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 2.2s

4º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 6.9

5º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 7.9

6º, Lucas Simões/Valter Gomes (Ford Fiesta R5), a 8.7

7º, Diogo Salvi/Carlos Magalhães (Skoda Fabia Rally2 evo), a 12.5

8º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 15.4

9º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 20.1


PROGRAMA/HORÁRIO

SEXTA-FEIRA (10 maio)

Partida (Figueira da Foz) 06:45

PEC 2 – Mortágua 1 (18,15 km) 08:05

PEC 3 – Lousã 1 (12,28 km) 09:35

Sordo o mais rápido no Shakedown em Paredes

WRC Vodafone Rally de Portugal
Milhares de pessoas vibraram com o tradicional Shakedown de abertura do WRC Vodafone Rally de Portugal, em Paredes, onde Dani Sordo conseguiu o melhor tempo e liderou o trio oficial da Hyundai. Equipas rumam esta tarde à região Centro, para o arranque oficial em Coimbra, e para a Super-Especial da Figueira da Foz.


Dani Sordo e Candido Carrera, com o Hyundai i20 N Rally1, conseguiram o tempo 2m51,2s na segunda passagem pelos 4,61 km do Shakedown, em Paredes, na manhã desta quinta-feira.
A dupla espanhola fez três passagens pela especial que termina no interior do circuito de Baltar, emoldurado, como é habitual, por milhares de adeptos, concluindo a derradeira sessão de testes com meio segundo de vantagem sobre os companheiros de equipa Ott Tänak e Martin Järveoja, com os líderes do WRC, Thierry Neuville e Martin Wydaeghe, a ficarem em terceiro, formando o ‘1-2-3’ da Hyundai a abrir.

WRC Vodafone Rally de Portugal
"Este rali é sempre especial. É ótimo estar de volta depois de tanto tempo. E este ano há vários pilotos fortes, aqui. A luta vai ser intensa", afirmou Sordo.
Tänak, por outro lado, acrescentou: "Eu diria que a posição na estrada não é muito má. Mas precisamos de nos esforçar mais.”
Após conseguir o tempo de 2min 55.2s, na sua segunda passagem pelo troço, Neuville antecipou dificuldades para este fim de semana: “A aderência não é ótima. Esta não é a nossa superfície mais forte. Está um pouco húmido".

WRC Vodafone Rally de Portugal
Sébastien Ogier, o oito vezes Campeão do Mundo, foi quarto e o primeiro dos Toyota. O recordista de vitórias do Vodafone Rally de Portugal regressa à prova, depois de ter falhado a edição do ano passado: "Há dois anos também tinha uma boa posição de partida aqui e foi um desastre. Quero tentar corrigir isso este fim de semana. Sempre tive uma boa ligação com Portugal. Ganhei aqui cinco vezes e o plano é corrigir o que fiz de errado há dois anos."
Elfyn Evans, sétimo classificado no Shakedown, acrescentou: "Vai continuar a ser difícil na frente. Ott (Tänak) começa com alguma vantagem. Precisamos de ter uma sexta-feira ‘limpa’ e atacar a partir daí."
Cada vez mais confiante, Takamoto Katsuta também prometeu entrar no modo ‘samurai’ nos troços do Centro e Norte: "Atacar ao máximo. É esse o plano", disse o japonês, sexto classificado.
Kalle Rovanperä ‘voou’ na primeira passagem e conseguiu o melhor tempo até essa fase, mesmo sem o sistema híbrido no seu Toyota. O bicampeão do Mundo em título elogiou o público da prova portuguesa: "O ‘feeling’ é bom. O Shakedown não foi ideal para nós. O carro ainda não está a 100%. Mas é muito bom ver todos estes fãs.”, afirmou o jovem finlandês.
O britânico Gus Greensmith (Skoda) foi o mais rápido no shakedown entre os concorrentes do WRC2, que tem quase 40 equipas em Portugal. Kris Meeke (Hyundai) dominou entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis e o boliviano Bruno Bulacia (Ford) conseguiu o melhor tempo no WRC3.

Adepto fez co-drive com Ogier através da Race for Good
Uma das passagens de Ogier durante o shakedown teve um passageiro diferente do habitual na bacquet de co-piloto do Toyota: o vencedor de uma iniciativa lançada pela Race for Good, a associação de cariz solidário fundada por André Villas-Boas, que sorteou um co-drive com o piloto francês, com os fundos a reverterem para instituições de ação social. Um momento para mais tarde
Também o tenista João Sousa e o chef José Avillez puderam experimentar as emoções extremas de um carro da categoria-rainha do WRC. João Sousa andou ao lado de Thierry Neuville, no Hyundai i20 N Rally1, e José Avillez rodou a alta velocidade ao lado de Takamoto Katsuta, no Toyota GR Yaris Rally1.
Hoje à tarde, as equipas rumam a Coimbra, para a cerimónia oficial de partida do rali. Uma sessão de autógrafos com os pilotos, a partir das 16h00, no terreiro do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, antecede a partida oficial, às 17h00, em plena Avenida de Conímbriga. Os concorrentes rumam depois à Figueira da Foz, para a Super Especial de abertura que, este, ano tem um percurso redesenhado (2,94 km), junto ao Forte de Santa Catarina, a partir das 19h05 (e com transmissão em direto na SportTV4 e RTP1).

WRC Vodafone Rally de Portugal - Resultados do Shakedown (equipas do Rally1)

1. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) - Hyundai i20 N Rally1 Hybrid - 2min 51,2s
2. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) - Hyundai i20 N Rally1 Hybrid - 2min 51,7seg
3. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) - Hyundai i20 N Rally1 Hybrid - 2min 52,1seg
4. Sébastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) - Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid - 2min 52,2seg
5. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) - Ford Puma Rally1 Hybrid - 2min 52,3seg
6. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) - Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid - 2min 52,4seg
7. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) - Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid - 2min 52,7seg
8. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) - Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid - 2min 52,7seg
9. Grégoire Munster (LUX)/Louis Louka (BEL) - Ford Puma Rally1 Hybrid - 2min 56,2seg

quarta-feira, 8 de maio de 2024

CAMPEÃO NACIONAL EM COMBATE DA WBA COM UCRANIANO DIA 18 DE MAIO EM RIADE

DR
O pugilista Octávio Pudivitr 
acelera em Espanha para o evento do ano na Arábia Saudita.

Dia 18 de maio as atenções de todos os apreciadores do melhor boxe mundial estarão centradas em Riade, para a Kingdom Arena, onde vai acontecer o combate há muito aguardado entre os campeões Tyson Fury e Oleksandr Usyk para decidirem o título mundial de pesos-pesados. Horas antes, no mesmo local e no mesmo dia, o luso-moçambicano Octávio Pudivitr enfrenta o ucraniano Lapin pelo cinto da WBA Continental em meio-pesados.
Octávio Pudivitr, pugilista luso-moçambicano, de 36 anos, irá enfrentar o ucraniano Daniel Lapin, 26 anos, disputando o título de campeão do mundo da WBA Continental em meio-pesado. O combate irá decorrer em Riade, capital da Arábia Saudita, na Kingdom Arena.

Nesse sentido, Octávio Pudivitr tem trabalhado em Alicante, Espanha, com o intuito de intensificar a preparação e apresentar-se ao mais alto nível neste combate.

O luso-moçambicano, já fez história, é a primeira vez que um português pisa um dos maiores palcos do boxe mundial e logo para disputar título na principal Liga do Boxe, a WBA. Pudivitr realizou até agora dez combates na sua carreira, venceu 9, quatro deles por KO, perdeu um. Já o seu opositor, Daniel Lapin, caminha com nove combates, apenas com vitórias, sendo três por KO. 

Perspetiva-se, assim, um grande frente a frente inserido num megaevento cujo ponto alto do cartaz será o combate para discutir quem será o campeão indiscutível de pesos-pesados, o inglês Tyson Fury, de 35 anos, ou o ucraniano Oleksandr Usyk, de 37.

É neste undercard que entram Pudivitr e Lapin:

DR
Pudivitr, residente no Porto, nasceu em Moçambique há 36 anos, mudou-se para 
Portugal aos 11 anos e depois de algumas incursões noutras modalidades de combate, como o Jiu-Jitsu, fixou-se há 5 anos no boxe, então com 31 anos. É o nº 1 em Portugal, está no top 100 mundial, 80º europeu e o 10º entre todos os lutadores africanos.

Octávio Pudivitr, conhecido por ‘pequeno Mike Tyson’ pela semelhança física e estilo idêntico ao do antigo campeão americano, venceu o último combate contra o colombiano Juan Boada, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, e a vitória valeu ao lutador luso-moçambicano o título mundial da UBO (Universal Boxing Organization). Já conta também no currículo com o título mundial da WBU (União Mundial de Boxe).

O opositor de Pudivitr em Riade, Daniel Lapin, tem 26 anos é o nº 6 do ranking da 
Ucrânia. Nasceu na Polónia, mas mudou-se ainda muito jovem para a Crimeia.
Atualmente vive em Kiev. Treina-se diariamente na academia que pertence a 
Oleksandr Usyk.

A Ring of Fyre – Fight Night, a 18 de maio, que inclui o combate entre Octávio Pudivitr e Daniel Lapin, será transmitido em direto Portugal em sistema pay-per-view através 
da DAZN.